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Eu vou escrever com um apetite voraz sobre essa assunto. Primeiro por que ele é latente e de tão latente, late como um cão enraivecido. O significado de "prostituir", para mim tem um valor relativo a mágoa. Falar de prostituição machuca, pois eu não vejo que ele seja um "assunto" dedicado somente a algumas pessoas. Este assunto é assunto de todos pois todos deixamos nossas mentes se prostituírem.
Quero ver se eu mesmo consigo organizar a minha mente e colocar em ordem o quero dizer. Só de pensar escrever (verbalizar) sobre esse assunto tão intocável e rude, eu mesmo já entro em ebulição, pois meu cristianismo (que por muitas vezes é arcaico, inquieto e extremista) é colocado em xeque. Porque? A resposta é: eu mesmo combato a prostituição em minha mente, não querendo desculpas ou delongas, mas permitindo-me pecar "para não perder o costume". Ah, bem. Vou tratar a prostituição como um ato que nós praticamos continuamente.
Ponto 1.
Toda prostituição é falta de amor.
O versículo de 1 João 2:8 é claro (ver imagem). A prostituição é uma escuridão profunda. Toda escuridão me deixa confuso e perdido diante das coisas. Parto do conceito que se é escuridão, e não consigo ver, então algo esta mal. Não há lugar mas escuro dentro do humano que um lugar sem amor. O mundo não produz amor, e por causa disso todos se prostituem.
Eu gosto da última definição do dicionário: "Servilismo degradante". A prostituição é servir a quem não se deve, menosprezando-se. O que mais tenho consciência é que o mundo cada vez mais serve ao lado escuro da coisa, desmerecendo a própria mente que tem, jogando-a ao lixo. Nos acostumamos viver sem amor. Exemplos: O amor não deixa que o próximo desfaleça nas ruas, o amor não olha para uma mulher querendo toca-la e usurpar o seu corpo, o amor não permite que a fofoca estrague um relacionamento... Acho que estou sendo meio empírico.
A prostituição produz cegueira. Saramago já deveria ter escrito sobre isso. A prostituição pode não ser um ato voluntário, mas do mesmo jeito é um ato e gera consequências. Sem querer, nos prostituímos, olhando para as coisas que acontecem no mundo, sem reação. Desde nossas roupas contemporâneas, tanto de mulheres como de homens, exaltam o sentido libertino de vida, o free-shop humano, abandonando a idéia "veja se você quiser" e colocando a ditadura "você tem que ver!". Não só o homem peca, pois a mulher também possuí desenhos "invisíveis" de possessão alheia. Os filmes cada vez mais nus, as novelas cada vez mais carnavalescas, e por ai vai. Parece que nos estamos acostumando com este carnaval eterno da vida, sem amor, somente contato corporal, sem palavras, com muito suor, em uma transa mental ativa sem fim, tateamos entre as paredes procurando alguma fresta de luz, para que possamos apenas o que realmente esta se passando nesta babilônia. Eu fico revoltado até com a arquitetura, que cada vez mais se coloca sem privacidade e muita transparência. Claro, a transparência é necessária, mas em lugares próprios. O ser humano esta vivendo vida de manequim, se colocando na vitrine, expondo-se sem preço, ou com preço baixo. Prostituição. Não amor.
Quando obedecermos esse mandamento de nos amar, vamos pensar primeiro no que estamos fazendo de errado. Só este ato vai nos encher de vergonha, mas Deus é fiel em perdoar toda imoralidade. A luz surge através da busca. A luz se destaca. A prostituição mental nos cega e nos torra de culpa, até não ter mais nada que torrar e nos largar "inutilizáveis" para o amor.
Ponto 2.
A prostituição é ódio.
A imposição da prostituição é o que gera a receita de pecado sem fim. Ódio. Este é o resultado da prostituição. Se não temos amor, temos o ódio. Nós vivemos alimentando o ódio, quando não temos amor. Ah, a tristeza então nos preenche, nos amarga, nos azeda. Começamos a não nos querer bem, a não querer bem os outros, e viramos máquinas de fabricação de ódio concentrado, viscoso, pegajoso. Nossa mente não sabe mais o que é amor, queremos sempre o prazer miojo (instantâneo), comida imediata, prazer passageiro, digestão ligeira. Engordamos com o ódio, ficamos mais feios interiormente, vazios, ocos, desprovidos de músculo, cheios de uma gordura molenga, destrinchados, metendo a cabeça em qualquer espaço disponível para aliviar essa dor profunda do esquecimento próprio. O ódio por si só corroe a memória.
Então nos afundamos mais. Corrompemos até o que parecia impossível de corromper: a consciência. A consciência nos permite ter uma comunicação com Deus, com nós e com o mundo e se corrompemos esse veículo de equilíbrio de comunicação nem nós mesmos vamos nos poder entender. A consciência é a única lâmpada que o homem possui naturalmente, pois o homem, em algum lugar de sua história já foi divino... Se a luz da consciência se apaga, nós então estamos simplesmente perdidos. O versículo de 1 João 2:11 se encaixa perfeitamente: "...pois a escuridão o deixou cego...". A escuridão é como uma nuvem negra e não como uma doença, catarata ou coisa assim. É o próprio espaço. As obscuridade onde nos metemos, a áurea nebulosa que chega a entrar nas frestas da mente chegando até os olhos, perturbando a nossa claridade. A única luz, ou melhor, o único método de reparação deste "fenómeno" é o amor na sua essencialidade, que gosto de chamar de amor-raiz. Então a fórmula é simples: NEGATIVAR O ÓDIO PARA QUE O AMOR ILUMINE O ESPAÇO. A medida que fazemos do ódio, passado, antiguidade o amor se torna presente e futuro. A característica do amor é corrigir o presente, mas não apagar o passado, pois o amor também é história. O lugar do ódio nem deveria ser no passado, mas se nós conseguimos corromper até a história, então é melhor não corromper o presente e o futuro. O amor de Deus, o amor-raiz, consegue reverter o quadro. é como o negativo de uma fotografia. Vemos a escuridão, mas Deus tem a "alquimia" necessária (AMOR) para fazer do negativo, positivo. O negativo tem que ser revelado para que por meio da emulsão (amor), o que antes é - se torne + ...
"...mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça..."
Romanos 5:20
Ponto 3.
A prostituição prejudica o crescimento.
Como estamos falando de prostituição mental, vamos falar também de crescimento mental. A prostituição anula todas as células do crescimento. Isso ficou evidente pra mim depois que eu mesmo me deparei com a falta do hormônio "inteligência" e tive que fazer um tratamento intensivo com as vitaminas "sabedoria, leitura, precaução, oração, meditação, comunhão...". Claro, ainda estou em recuperação deste processo intrínseco de crescimento, pois mentalmente a prostituição tinha cauterizado minha mente e tive que ganhar mais cicatrizes para arrancar esse mal pela raiz. No versículo 12 do capitulo 2 de 1 João, me deparei com o crescimento mental. Quando lemos nesse versículo "homens mais velhos...jovens...mocinhos e mocinhas..." eu não penso em questão de idade, mas sim de mentalidade. O próprio tempo é ambíguo, pois ele nos presenteia com algumas coisas, porém também nos tira outras. Mas espiritualmente (mentalmente) falando, o crescimento é medido com relação à nossa comunhão com Deus. Aos mais experientes espiritualmente João lhes diz "...pois vocês conhecem a Cristo realmente...". Não estou colocando níveis para espiritualidade, mas sim um simbolismo para a vida cristã. Depois João diz: "Estou falando a vocês rapazes, pois vocês venceram a batalha contra Satanás...". Interpreto "rapazes" como "jovens". A juventude mental pode ser também um grande veículo de combate, pois quando começamos a amar as coisas de cima, temos mais paixão de lutar por elas. As vezes não sabemos tudo pelo que lutamos, sentimos dúvidas, pois não somos tão experientes, mas lutamos. E depois João diz "E estou escrevendo a vocês também mocinhos e mocinhas, por que vocês também aprenderam a conhecer a Deus...". Mesmo quando não temos a experiência necessária temos a vontade de buscar e aprender, pois estamos vazios. o vazio tem que ser enchido por algo e esse algo limpa essa putrefação que a prostituição deixou.
O convívio com Cristo destrói a prostituição. Somos então preenchidos pelo perdão, pelo amor. Conseguimos então crescer e viver uma vida digna, limpa.
A prostituição sempre nos rodeará, mas ela já não é nossa.

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